“Por vezes, o anonimato é o filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor.”
Essa frase, escrita nas primeiras páginas do Nosso Lar de Francisco Cândido Xavier pelo espírito André Luiz é para mim, auto-explicativa. Mas porque ela me chamou tanta atenção? Porque senti vontade de escrever um post depois de topar com ela?
Uma das coisas é que por vezes, a mágoa, a raiva, a inveja nos cega. Nem percebemos. Quer um exemplo? Aquele colega de trabalho que estava disputando uma promoção com você e ele levou a melhor. O que você faz? Só vê os defeitos do ‘mané’, claro. Findaram-se quaisquer chances de vocês serem amigos um dia. Sim, querida e onde você quer chegar com isso? Agora, mude de lugar. Vá. Não é tão difícil assim… Coloque-se agora no lugar de seu chefe e liste as características que você deseja para dar ‘aquela’ promoção a um funcionário. Já consegue ver as qualidades do seu concorrente agora? (Se não conseguiu, talvez o mal já esteja enraizado demais).
Eu estava pensando nisso… Por quantas vezes achei alguma mulher bonita (é, gente, mulher até acha outra bonita, contanto que seja amiga dela, pq as inimigas ou aquelas que ela não simpatiza seeeeempre terão mais defeitos que qualidades!) e quando soube quem ela era começei a antipatizar quase que imediatamente?
Quer um exemplo mais claro ainda? A ex do seu(sua) namorado(a). Diz pra mim se aquela ‘bisca’ vale de alguma coisa? Não é à toa que tem uma pérola (comunidade) no orkut que tem como título: Salvei meu namorado das barangas.
Captou a essência do que eu quis dizer agora? Foi por isso que dessa vez, pela enésima tentativa de ter um blog eu adotei uma postura um pouco diferente… Nada de about me´s dizendo quem eu sou ou o que eu gosto. Nada de fotos, flicks. Nada de divulgação maciças do blog em páginas de orkut, relação com fotologs… Não quero me camuflar. Quero ser vista sem o véu do meu nome. Quero que captem a minha essência e entendam o que eu tenho a dizer sem pré-julgamentos. Pronto, comecei falando de anonimato e acabei falando em mim. Contanto que tenha ficado clara a minha viagem matinal posso voltar a devorar o livro. Esse ficou por meses na minha cabeceira, depois jogado numa gaveta e só ontem, depois de umas arrumações lembrei o quanto eu quis lê-lo um dia e resolvi fazê-lo. As manias de deixar sempre pra depois, sempre pra depois… Ainda bem! Assim as ‘lições’ chegam na hora em que precisamos delas!